quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sempre feminina...


Há muito tempo a lingerie faz parte da vida feminina.
Por volta do segundo milênio a.C, as mulheres usavam um corpete simples que sustentava a base do busto projetando os seios nus. Na Idade Média surgiram os ancestrais do corselete. Eram eles amarrados nas laterais, nas costas, costurados com uma saia plissada e até enfiados por cima do vestido e amarrado. Do século XV ao XVI surgiu o ‘corps piqué’, um corpete pespontado que apertava o ventre, afinava a cintura e deixava os seios com aspecto de cones. No entanto, estes corpetes começaram a causar polêmica entre os médicos, pois ao comprimir órgãos internos causavam entrelaçamento de costelas e poderiam levar até a morte.

Com a substituição das hastes de metais e madeira por barbatanas de baleias, as mulheres puderam respirar aliviadas. Isso ocorreu no século XVIII, quando também os decotes aumentaram e os corseletes foram confeccionados para comprimir a base do busto, deixando os seios em evidência. Nesta mesma época, a peça ganhou sofisticação. Eram bem trabalhados com bordados, laços e tecidos adamascados.
A partir de 1770, a lingerie começou a mexer com os homens. Junto com as idéias iluministas, que culminavam com a Revolução Francesa, médicos, escritores e filósofos militavam contra o corselete desencadeando uma espécie de cruzada anti-espartilho.
Mas o corselete resistiu aos avessos e permaneceu na moda. Em 1832, o suíço Jean Werly abriu a primeira fábrica de espartilhos sem costuras. Em 1840 foi lançado um modelo com um sistema de cordões elásticos, facilitando que a mulher pudesse, ela mesma, vestir a peça sozinha.

Além dos corseletes, existiam também calças que chegavam até o joelho, cheia de babados, usadas como roupa íntima.
Em 1900, o espartilho começou a ser mais flexível. Os balés russos que faziam muito sucesso em Paris inspiravam costureiros como Paul Porrit e Madeleine Vionnet que inventaram roupas que deixavam a silhueta mais natural.
Quatro anos após, a palavra soutien-gorge entraria no dicionário francês. O sutiã foi inventado por Mary Phelps Jacob em 1913. No ano seguinte o espartilho foi substituído pela cinta, devido ao trabalho das mulheres nas fábricas durante a Primeira Guerra Mundial.
Nos anos 20, as roupas íntimas eram formadas por cintas, saiotes, calcinhas e espartilhos flexíveis. A partir daí a lingerie passou a ter outras cores, além do branco.
Foi em 1930 que surgiu o látex, um elástico bem fino que permitiu a confecção da roupa de baixo de acordo com a diversidade dos corpos femininos. A descoberta do náilon foi em 1938, e assim as lingeries coloridas finalmente tornaram-se populares.
No fim da Segunda Guerra, O New Look do costureiro Dior, lançado em 1947, propunha a volta da elegância dos volumes. A lingerie segundo ele precisava deixar o busto bem delineado e a cintura marcadíssima. Surgiram então os sutiãs que deixavam os seios empinados e as cintas que escondiam a barriga e modelavam a cintura.

No fim dos anos 50 e início dos 60, a lycra foi lançada com sucesso, pois permitia os movimentos. A inspiração romântica tomou conta da moda entre os anos 70 e 80. Rendas, laços e tecidos enfeitavam calcinhas e sutiãs.
Dos anos 90 até hoje, a lingerie, assim como a moda, não segue apenas um único estilo. Há aquelas que são confortáveis para o dia-a-dia da mulher moderna, e aquelas que ditam a liberdade sexual feminina, com modelos ousados e sexys.


Fonte: Internet

Um comentário:

Anônimo disse...

Oiiii rak.rak!
já botei seu link lá no meu!
Sempre que der vou passar aqui pra ler.
beiiiijos

:)